2006
HYDRONORTH - QUEM ENTRA NÃO QUER SAIR MAIS
Responsabilidade social para dentro e para fora, a receita de sucesso da Hydronorth (Marina Izidoro, de Cambé-Pr). O mais novo membro da família Hydronorth, pasmem, e um pônei. Isso mesmo. Ele foi doado por um admirador à creche mantida pela empresa e faz a alegria de 140 crianças de 1 a 6 anos que diariamente passam por lá. A creche é a menina-dos-olhos da indústria química, que fica em Cambé, cidade ao lado de Londrina, no Paraná. Criada há seis anos para abrigar os filhos dos funcionários, que hoje somam apenas 16, o local logo passou a ter um importante papel social na região. Lá, são atendidas crianças de 23 bairros da cidade. Algumas delas, encaminhadas pelo conselho Tutelar, chegam desnutridas e recebem, além de educação de primeira, atendimento médico, odontológico e psicológico. “Era um sonho do presidente da empresa”, diz Egberto Jardinette, gerente de recursos humanos. Como sonho que se sonha só é só um sonho, já dizia a música, o envolvimento dos funcionários no projeto acaba dando a força que ele necessita para continuar existindo. Tudo o que se faz na empresa acaba revertendo em fundos para a creche. A inscrição para os campeonatos internos de futebol suíço e futsal vale um quilo de alimento não perecível. O bazar anual é feito com doação dos funcionários, o Dia da Criança também, e por aí vai. Além disso, sempre que necessário a empresa libera um funcionário do expediente para passar o dia na creche para ajudar no banho ou fazer pequenos reparos. Não faltam voluntários. Você pode estar se perguntando: e a carreira profissional, salários e benefícios? O espaço aqui seria pequeno para lista tudo. Além de bolsa de até 70% do valor do curso até a pós graduação, faz empréstimos aos funcionários a juros abaixo do mercado, subsidia em 80% o seguro de vida, premia as boas idéias com até 15.000 reais, adianta 13º salário no aniversário e abona o dia para que o funcionário comemore com a família , presenteia os que se casam com um salários a mais, distribui kits escolares anualmente aos dependentes, além de patrocinar a pintura da casa de seis funcionários por ano. Quanto às possibilidades de carreira, a Hydronorth está cheia de casos de profissionais que cresceram lá dentro. “A empresa valoriza quem trabalha aqui”, diz um funcionário. Com tudo isso, imagine se foi difícil aumentar o quadro de 150 para 230 trabalhadores nos últimos cinco anos. “Quem sai daqui chora”, diz outro funcionário. |


